segunda-feira, 25 de abril de 2011

Trilogia do Protesto: O Império Contra-Ataca

3) Tentando entender alguns grupos

O DCE com apoio de alguns estudantes é a favor do protesto pacífico e demonstra uma singularidade política. Até o ex-cadidato a deputado estadual pelo PCB Fernando Viana surge no protesto e tem acesso livre ao microfone. Reconheci o Fernando Viana instantaneamente, até porque votei nele, mas achava estranho ele alí. Perguntei meio que jogando verde de que curso ele era, para um dos representantes do DCE que desconversou. Perguntei diretamente para o F. Viana e ele me disse que era aluno da História. Bom se é aluno até que faz sentido, mas alguns alunos nos bastidores estavam questionando essa participação especial.

O MEPR mostra-se muito atuante, mas não necessariamente prega o protesto pacífico, se é que vocês me entendem. É um grupo que rompeu com praticamente tudo quanto é representação oficial dos estudantes, por acreditar que esses grupos são manipulações políticas de grandes partidos e outras coisas. Sinceramente não estão pregando bobagem não, o oportunismo político nessas entidades é grande e insuportável. Alguns representantes da atual gestão do DCE-UFG afirmam estarem passando por um processo de "limpeza" desse tipo de oportunismo.

Os amigos do Naruto Anarquistas Independentes, eu pus esse nome, mas eles não levam nome em bandeira ou coisa assim. Não vou explicar a diferença entre as frases "Meu filho, vai arrumar a anarquia do seu quarto" e "O anarquismo é a solução para os nossos problemas" (se você não sabe clique aqui). Andam com o rosto coberto e são seguidos pelo cachorro mais revolucionário que já vi.

Não formaram nenhum grupo oficialmente pelo que eu entendi. Até porque se formarem fica totalmente incoerente com as diretrizes que acreditam. Pregam um protesto que use a força e fazem oposição dura ao DCE.

Os políticos também marcam presença. Mauro Rubem PT-GO, conhecido pela sua luta sindicalista e defesa do movimento estudantil também estava lá. Pegou o microfone e foi alvo de vaias e aplausos. As vaias vieram daqueles que interpretam isso como oportunismo (eu e o Rafael vaiamos) e os aplausos daqueles que entendem que ele é uma forte arma parlamentar nas lutas contra os mimos e as quebras de promessa de Marconi. Até gosto do político Mauro Rubem, ele ajuda bastante a classe bancária e outras classes profissionais. Eu, bancário que sou, já elogiei o cara demais. Porém durante o protesto não curti muito aquela atitude dele. Percebi durante a manifestação que muitos seguidores do cliCHE não são a favor da democracia e houve "hostilização" dos estudantes da UEG àqueles que repudiaram o discurso do político.

A população nem sempre entende o que está acontecendo. Quando entende fica até interessante ver as reações. Alguns aplaudem apoiando, outros buzinam e fazem sinal também apoiando, muitos xingam e se pudessem cairiam de soco nos manifestantes. O mais impressionante e ver a galera que sofre com as condições do transporte público todo dia achando a manifestação algo inconveniente. Seria cômico se não fosse trágico.


Tem gente que não está dando a mínima.


Escolta na av. Anhanguera

Os omí. É bom deixar claro que a polícia escoltou TODO o protesto e em nenhum momento interferiu. Não estou defendendo a polícia de Goiás que é covarde, mas tenho que dizer o que realmente vi.

3 comentários:

  1. Eu queria comentar que gostei muito do post, mas no final repensei isso.

    Por que afirmas que a PMGO é covarde? Compartilhe essa experiência.

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  2. Anônimo, A PMGO só não é covarde para quem nunca precisou. Tem muitos advogados na minha família. Se eu te conto 10% das histórias vc entraria em choque.

    Qualquer estudante da UFG conhece as histórias da PM dentro do campus. Principalmente nos dois primeiros mandatos de Marconi

    Qualquer pessoa que já foi a um estádio em Goiânia já teve medo da PM. Não falo de torcida organizada, falo do torcedor comum independente que leva filho, esposa etc.

    Pra finalizar procure saber o resultado da operação Sexto Mandamento da PF.

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  3. Mais um militante26 de maio de 2011 23:07

    Bom, a polícia interviu em algumas manifestações sim. A do dia 1° de abril, no momento em que uns estudantes (membros de torcida organizada) subiram no eixão, entrou uns "omí" na parada e jogaram gás de pimenta em alguns estudantes secundaristas. Essa manifestação foi puxada pelo Comando de Luta pelo Passe Livre - que estavam no dia composto pelos CAs de psicologia e pedagogia da UFG, MEPR e DCE.
    Atitude lamentável da polícia de jogar produto químico prejudiciais à saúde em estudantes, ainda mais em secundaristas.

    O problema apontado que o DCE está muito aparelhado à não estudantes é verdadeiro. Não que militantes mais experientes não possam ajudar, mas é preciso ter cuidado com o dirigismo deles.
    Os anarquistas são organizados, não nos moldes burocráticos. Usam a roupa por uma tradição internacional dos "Black Block", mas no Brasil ainda tem pouco diálogo com a população.
    Outra coisa importante lembrar é que tem partidos que usam do movimentos sociais como trampolim eleitoral e outros que tem interesse na base para formar militantes contra o capital. PSTU e PSOL estão mais para com esses segundos até onde podia estar presente.

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